Por Eric Miranda e Pedro Bohnenberger — Rio de Janeiro
30/01/2024 06h07 Atualizado há 18 minutos
O vereador Carlos Bolsonaro deve prestar depoimento nesta terça-feira (dia 30) na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Só que, segundo o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, o depoimento não tem relação com a operação dessa segunda sobre o esquema de espionagem ilegal na Abin.
Na rede X, o advogado disse que o depoimento já estava marcado desde a semana passada e trata de ameaças ao ex-presidente. Em entrevista à CNN Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que o depoimento do filho hoje já estava agendado, mas alegou que o processo é sigiloso.
Nessa segunda-feira, a Polícia Federal fez buscas em endereços de Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro e na casa do ex-presidente na Vila Histórica de Mambuaca, em Angra dos Reis. Quando os policiais chegaram, o vereador e o pai não estavam em casa.
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Carlos Bolsonaro mostra casa revirada após operação da PF
Em entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro disse que eles tinham saído para pescar – e não para tentar fugir, como insinuaram os adversários.
No total, a Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão determinados pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, no Rio, em Brasília, em Goiás e na Bahia.
Um dos endereços foi a casa de Luciana Paula Garcia da Silva Almeida, assessora de Carlos Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, ela pediu ao então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, informações sigilosas sobre inquéritos envolvendo Jair Bolsonaro e os três filhos mais velhos.
O ex-presidente admite que o filho pode ter pedido informações a Alexandre Ramagem por causa da amizade, mas garante que não foi nada de ilegal.
Na operação de segunda, também foi alvo de buscas a casa de Priscilla Pereira e Silva, assessora do ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem. Na casa de um outro assessor dele, Giancarlo Gomes Rodrigues, foram apreendidos computadores, dez celulares e uma arma. A mulher de Giancarlo ainda trabalha na Abin e estava com um computador da agência, segundo a Polícia Federal.
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